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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Este mundo tenebroso



Autor: Frank Peretti
Data: 1986
Editora: Vida
Pgs.: 418
Gênero: ficção espiritual
Assunto: guerra espiritual

“Não e contra homens de carne e sangue que devemos lutar, mas sim contra os príncipes deste mundo tenebroso...”
Na cidade de Ashton, Hank Busche dirigia com parcimônia a igreja da cidade. Um homem de fé, coragem e bom senso. Na mesma cidade, Marshall Hogan é um cético repórter a serviço do Clarim de Ashton. São dois homens bem diferentes, no entanto confrontados co os mesmos fatos. Sandy, a filha de Marshall, é levada para caminhos tortuosos pelo namorado e por uma professora excêntrica da faculdade. Hank é confrontado por sua comunidade cristã, em virtude de certas decisões tomadas. Quando certas decisões tomadas por nós mexem com pessoas “maiores” do que nós, sabemos que ou haveremos de nos retratar, ou mantemo-nos firmes, e arcamos com as consequencias de nossos atos.
Hank escolheu a segunda alternativa. E sentia a força que pressionava sua cidade. A força política. E espiritual. Marshall, mesmo sendo um homem cético, descrente, percebeu a mesma força atuando sobre sua família, seu trabalho, sua vida.
Este mundo tenebroso não é um livro de fantasia. É um livro de ficção espiritual. É para aqueles que crêem em forças superiores que vigiam nossas vidas, e forças que almejam destruí-las. Mas é também para aquelas pessoas de mente aberta, que aceitam a mensagem de uma literatura espiritual, independente de sua crença. Com passagens marcantes e extremamente “realistas” de anjos e demônios, de possessões e batalhas espirituais, Este mundo tenebroso é uma obra prima de Peretti, um dos maiores autores de ficção espiritual da história. Um livro para nossa alma. Para nos confrontar. Para nos mostrar quem somos, e o que estamos fazendo com nossas vidas.

O Hobbit - por Marvin

297 páginas.
J. R. R. Tolkien
Tradução de Lenita Maria Rímoli Esteves.
3ª edição. São Paulo. Editora WMF Martins Fontes. 2009.

“Numa toca no chão vivia um hobbit”. E, pra quem conhece o estilo de vida desse povo adorável, sabe que não é fácil tirá-lo de dentro de sua toca, muito menos de dentro de suas terras. Mas em uma tarde qualquer, o mago Gandalf e um grupo de anões chegam à toca de Bilbo Bolseiro, o hobbit, e convidam-no para partir com eles numa aventura. Pretendem roubar o tesouro do magnífico dragão Smaug, que vive na Montanha Solitária e assola a cidade dos homens.
Após muita relutância, Bilbo segue com eles e acaba encontrando muita dificuldade no caminho, coisas ruins acontecem. Ele e seu grupo enfrentam lobos, aranhas e orcs. Mas como em toda aventura, também há coisas boas. Bilbo conhece a terra dos elfos, Valfenda, e inicia sua duradoura amizade com os elfos. No decorrer da viagem, Bilbo se torna mais respeitado pelos anões, e aprende a reconhecer seu próprio valor. É durante esta viagem que Bilbo encontra o “Um Anel”, mas nesta época, ninguém imaginava que o destino de toda a Terra Média estava encerrado neste pequeno objeto.
Quando tudo parecia resolvido após a morte de Smaug, o verdadeiro problema começa: Todos se dizem herdeiros do tesouro do dragão. Homens, anões, elfos e orcs lutam pela posse da fortuna de Smaug. A Batalha tem início, e Bilbo descobre que o destino dos povos envolvidos no conflito está em suas mãos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Harry Potter e a câmara secreta

Autora: J. K. Rowling
Data: 1998 (UK)
Editora: Rocco
Pgs.: 287
Gênero: romance fantástico
Assunto: assassino serial

Ler Harry Potter é mergulhar num mundo dos sonhos, onde cada um de nós tem o direito de ser criança mais uma vez, onde a fantasia te prende e te puxa para seu mundo mágico e fantástico. Não importa quantas vezes se leia, Harry Potter é sempre uma emoção, suspense, angustia e revelação. Um livro feito para crianças e que consegue prender pessoas de qualquer idade com uma história não apenas criativa mas bem escrita, é uma obra prima.
Harry teve o ano de 1991 muito diferente de todos os dez anos anteriores de sua vida. Conheceu um mundo novo e encontrou um lar de verdade em Hogwarts. De volta à casa dos tios para as férias de verão, Harry recebe a visita de um elfo domestico, Dobby, que tenta lhe impedir de voltar à escola, afirmando a Harry que alguma coisa terrível acontecerá em Hogwarts em 1992. É claro que Harry não dá ouvidos a Dobby. Preso em casa pelos Dursley, Harry é resgatado por Rony e seus irmãos gêmeos desmiolados mas adoráveis. Dobby tenta mais uma vez impedir o garoto de voltar para a escola, mas Harry consegue chegar a Hogwarts. Logo que o ano letivo inicia, alem de ter de agüentar o seboso professor Gilderoy Lockhart, Harry começa a escutar vozes, que apenas ele ouve. Quando Madame Nora, a gata do zelador Argo Filch, é encontrada petrificada, e a frase “A CÂMARA DOS SEGREDOS FOI ABERTA, INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO” encontra-se pichada a sangue na parede, o pânico toma conta da escola, e Harry, que fora encontrado junto à gata petrificada, começa a ser encarado com desconfiança pelos colegas. Depois que toda a escola descobre que Harry é ofidioglota, ou seja, tem o dom de entender a língua das cobras, e alunos começam a serem petrificados também, Harry se torna o principal suspeito dos crimes da câmara secreta.
A maneira com que J.K. Rowling desenvolveu a história, um livro policial perfeito, mesmo sendo uma obra infanto-juvenil, concisa e certeira, onde as peças do quebra cabeça se encaixam em sintonia, fazem de A câmara secreta o melhor dos sete livros da serie de HP.

1001 filmes para ver antes de morrer

Editor geral: Steven Jay Schneider
Data: 2010
Editora: Sextante
Pgs: 960
Gênero: resenha
Assunto: cinema comentado

O que os filmes “Bom dia, Vietnã”, “O Exorcista”, “Duro de Matar”, “A vida de Brian”, “Taxi Driver”, “A queda”, “Onde os fracos não têm vez”, “O senhor dos anéis”, “Guerra nas estrelas”, “Edward mãos de tesoura”, “Batman, o cavaleiro das trevas”, “ET” e “Aliens” têm em comum? As inovações trazidas pelos filmes para o cinema mundial, a genialidade dos enredos, o elenco afinado com o roteiro e o personagem, todas essas são muito mais importantes para fazer um bom filme do que o orçamento. Este livro da editora Sextante traz exemplos de todos os gêneros, orçamentos, países, conseguindo separar dos blockbusters os melhores, os que realmente são mais do que uma misera maquina de fazer dinheiro, e traz filmes desconhecidos do grande publico, que sem propaganda, dinheiro e atores consagrados conseguiram se firmar como obras dignas de reconhecimento. O livro traz filmes antigos, alguns clássicos, outros não, sempre fartamente ilustrado e com informações técnicas dos filmes. Vale a pena não apenas para aficionados em cinema, mas para pessoas como eu, que talvez não tenha chance de ver tantos filmes, mas pode saber um pouco mais sobre as grandes obras. Com textos sucintos contendo não apenas um resumo da história, mas também informações e curiosidades sobre a obra, é um guia inteligente para quem gosta de saber mais sempre.

terça-feira, 5 de julho de 2011

1001 livros para ler antes de morrer

Editor geral: Peter Boxall
Data: 2010
Editora: Sextante
Pgs: 960
Gênero: bibliografia
Assunto: livros selecionados

Todas essas listas de livros, filmes, ou qualquer outra coisa do gênero, sempre foram vistas por mim com bastante reticência. Afinal, é difícil selecionar os melhores livros ou filmes da humanidade, no meio de tantas obras geniais, e de gêneros tão diferentes. Mas encontrei uma que vai ao encontro do que o ser humano precisa. Um “catalogo” de obras não necessariamente “legais”, mas importantes elos entre a história e o ser humano, obras que marcam a história de seu pais de origem, ou um gênero literário, ou uma época. Independente do meu gosto literário, vejo os livros presentes nessa coletânea – e a ausência de livros que me agradam – como ícones de sua época, e da própria história do ser humano. Abstenha-se de seus preconceitos, e independente de suas preferências literárias, encare esses livros como referenciais históricos, mais do que apenas obras de entretenimento. Varias obras importantes, também de referencia cultural e histórica ficaram de fora, naturalmente, mas acredito que esta seleção, feita por mais de 120 profissionais relacionados à literatura e jornalismo, abrangiu com eficiência a história da literatura mundial, com livros dos quatro cantos do mundo, sendo o mais antigo o conhecido “As mil e uma noites”, e o mais recente, “The children’s book”, de A. Byatt. Alem desses, podemos encontrar também, “2001: uma odisséia no espaço”, de Arthur Clarke, “A cabana do pai Tomás”, de Harriet Stowe, “O assassinato de Roger Ackroyd”, de Agatha Christie, “Fundação”, de Isaac Asimov, “O guia do mochileiro das galáxias”, de Douglas Adams, “O Senhor dos anéis”, de J. R. R. Tolkien, “Os miseráveis”, de V. Hugo, “Laranja mecânica”, de A. Burgess, “Fogo morto”, de Jose Lins do Rego, “Guerra e paz”, de L. Tolstoi, “Contato”, de Carl Sagan, entre muitos.

1984

Autor: George Orwell
Data: 1949
Editora: Companhia das letras
Pgs: 362
Gênero: ficção distópica
Assunto: ditadura e lavagem cerebral

Imagine-se vivendo em um mundo onde “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.” Esse é o lema do Socing, ou Ingsoc, o Partido que comanda a Oceania. Nessa distopia de Eric Arthur Blair, verdadeiro nome de George Orwell, o mundo do ano de 1984 é tripolarizado. De um lado, a Eurásia, liderada pela União Soviética, de outro a Lestásia, pela China, e a Oceania, encabeçada por EUA e Ilhas Britânicas. É nessa ultima que vive nosso camarada Winston Smith, numa terra de repressão absoluta. No mundo do Partido, não se pode cantar, não se pode amar, não se pode ter alegria ou prazer, ou momentos de raiva. Não pode existir vaidade, nem nada que caracterize liberdade ou individualidade. Tudo é pelo e para o Partido. O Partido é formado pelo Partido interno – os donos do poder – e pelo Partido externo – a massa de manobra. Fora do Partido, está a prole, ou os proletas, o lixo humano, a mão de obra escrava. Nesse mundo maravilhoso, onde o maior crime é a liberdade de pensamento, Winston decide ferir o Sistema, e começa a escrever seu diário. A partir daí, Winston sabe que está condenado. Pode ser amanhã ou daqui a dez anos, mas ele sabe que será morto, pois cometeu o pior dos erros, a Crimideia, ou nas versões mais novas, crimepensamento. Winston conhece Julia, os dois se apaixonam, e sabem que amar é apenas mais uma faceta da crimideia, mais uma forma de ir contra o Sistema, e sabem que serem pegos é uma questão de tempo.
A distopia de Orwell, lançada um ano antes da sua prematura morte, em 1950, é o romance mais importante do século XX e um dos mais importantes da história da humanidade. Criado no âmago da Guerra Fria, 1984 traz a caracterização do nazismo, do fascismo e da própria ditadura soviética. Orwell, que se declarava socialista, via na sociedade de Stalin a destruição de todo e qualquer ideal comunista. E tudo isso é visto no livro, onde tudo que o Partido faz é criar a ilusão de que nunca se viveu tão bem, quando a verdade é que tudo o que o Partido quer é o Poder, e mais Poder. Orwell acertou em cheio varias “previsões”, como o mundo dividido em pólos, e a presença maciça da teletela, traduzida hoje pela internet, local onde você despeja tudo que gosta, pensa, todos os seus medos, alegrias, enfim, a teletela do século XXI, assim como a do livro, ou até mais eficientemente, agarra-se ao ser humano, deixando-o, ao contrario do que se pensa, preso. É um romance fácil de se ler, com uma linguagem ágil, e cheio de reviravoltas, que às vezes podem entristecer o leitor, mas necessárias, afinal o verdadeiro romance social não é aquele do final feliz, mas é aquele que mostra a realidade. E a realidade não é feliz, porque a vida não é justa. É um livro para ser lido na escola, pois traz a tona a faceta mais podre do século XX, descrita com detalhes assustadores e fascinantes.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O natal de Poirot

Autora: Agatha Christie
Data: 1939
Editora: Nova Fronteira
Pgs.: 223
Gênero: policial
Assunto: assassinato em família

Todas as edições de “O natal de Poirot” trazem o seguinte trecho de MacBeth no prólogo: “Quem jamais poderia imaginar que aquele velho guardasse tanto sangue dentro de si?”. Isso porque Agatha Mary Clarissa Muller dedicou este livro a seu cunhado, James, que queria ver um romance cheio de sangue, e com uma morte bastante violenta, já que Agatha normalmente matava seus personagens com veneno, uma bala certeira ou algo bem civilizado, como boa inglesa. Enfim, seu cunhado queria um romance que não fosse “anêmico”.
A jovem Pilar aparece no trem rumo à Inglaterra, enquanto a família Lee confabula da casa do velho patriarca, Simeon. Na véspera de natal, com toda a família reunida na casa, Simeon é degolado em seu próprio quarto, encontrado revirado, bagunçado e com sangue para cada canto que se olhasse. O superintendente Sugden conta com a ajuda do coronel Johnson e de Hercule Poirot para resolver o crime. Mais uma vez, num caso onde os suspeitos pareciam não ter motivo nenhum para assassinar o velho, Poirot usa a analise psicológica e todas as informações que pode retirar da família, e encontra o assassino onde menos se imaginaria.

Os miseráveis

Autor: Victor Hugo
Data: 1862
Editora: Hemus (Brasil)
Pgs.: 515
Gênero: ficção
Assunto: fuga da policia

Mas o que foi nunca mais será... e a vida de Jean Valjean passou e ele nem percebeu.
Não, Os Miseráveis não narra uma fuga policial tosca como as de Dan Brown. Os Miseráveis é simplesmente o melhor livro da história da humanidade. Atrevo-me a dizer isso e peço perdão aos especialistas que discordam. Eu sou apenas uma moça de 22 anos que calcula ter lido 120 ou 130 livros na sua vida miserável, mas, aos 16 anos, fui tocada por essa obra, e a cicatriz deixada em meu coração permanece até hoje. Reconheço, não falo de Os Miseráveis apenas com olhos críticos, falo com o coração na mão. Chorei ao terminar de lê-lo. É o livro mais triste e fascinante que já tive em minhas mãos. Jean Valjean carrega consigo o maior veneno que existe na face da Terra, e que vive em todos nós; que, em doses homeopáticas, é vacina e soro para nossa vida, mas em doses em caixa alta nos envenena lentamente, nos corrói a vida e a paz de espírito, até a morte dolorosa: o medo.
O bispo Myriel é um homem bondoso e querido na sua paróquia, e recebe em sua casa Jean Valjean, que lhe agradece a hospitalidade lhe furtando certos objetos de prata. Jean foge. É preso. Sua vida dá muitas voltas. Muito tempo se passa, e as vidas de Jean e Fantine se cruzam. Cossete, a filha de Fantine, é adotada por Jean. Ao mesmo tempo, Jean reencontra o policial Javert, orgulhoso e perfeccionista, que anseia por fazer Jean pagar por coisas que ainda ficaram pendentes.
Confesso que é difícil para mim falar de Os Miseráveis. Não só porque faz 6 anos que o li, mas principalmente porque, como já disse, esse livro causa uma profunda comoção em mim. Tenho-o em minhas mãos neste momento, depois de 6 anos, e sinto borboletas no estomago. A história de Jean emociona. Ele era um miserável porque passou a vida fugindo de si mesmo, depois de Javert, e amava Cossete com todas as forças que lhe restavam. Quando achou que poderia usufruir sua vida com sua filha que tanto amava, seus caminhos se cortaram. Victor Hugo costura a vida de Jean paralelo à história da França, desde Napoleão até a época de publicação do livro, e mesmo assim o desenvolvimento e as minúcias dos personagens são irretocáveis.
Após ler “Crime e Castigo”, percebo semelhanças incríveis em duas historias aparentemente opostas. No entanto, quem lê com atenção as obras francesa e russa percebe que essas semelhanças são berrantes. Jean Valjean, isso eu lembro bem, vive com medo de tudo, principalmente da solidão. Seu crime é diferente, mas é um crime. Pagou por ele, mas sua vida pregressa e o orgulho de um policial o impedem de ser feliz. Acima de tudo, apenas uma coisa tem o poder de salvar a alma miserável de Jean: o amor.
Victor Hugo é um mestre do drama. Os Miseráveis é dotado de uma linguagem clara, precisa e profunda. As divagações de Jean, Fantine, do próprio bispo Myriel são extremamente realistas, como se pudéssemos ver dentro da mente dos personagens. É um livro mais emocional do que racional, que tem o poder de tocar até as pessoas mais duras de coração. Mesmo aqui, na América do século XXI, pode-se ler Os Miseráveis e pensar: será que a minha vida também está passando sem eu perceber? Será que também estou fugindo, até mesmo de mim? Será que, mesmo com todo dinheiro do mundo, como Valjean, eu também sou um miserável?
Eu cheguei à conclusão de que eu sou uma miserável. Miserável de espírito, como Jean. Talvez por isso essa obra tenha me tocado tão profundamente, até hoje. Tenho-a em minhas mãos, e me emociono. Mas é inquestionável o talento e a primazia da obra de Victor Hugo. Faltam-me palavras. É mais do que simplesmente contar o drama de Jean, Fantine e Cossete. É amolecer nosso coração, perceber como a vida é terrível, mas é bela. Os Miseráveis é literatura por excelência. A história de Jean nos mostra que a noite, por mais que fujamos, sempre chega, assim que foge o dia.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Inimigo de Deus - por Marvin

CORNWELL, Bernard. Tradução de Alves Calado. 12ª Edição. Rio de Janeiro: Record, 2009. 518 p.

Dumnonia está em paz.  O objetivo de Artur foi alcançado. Mas quando Derfel se apaixona por Ceywin e esta deixa Lancelot no altar, como Artur fizera com ela, tudo muda. Merlin parte então com Derfel, Nimue, Ceywin e alguns guerreiros em busca do caldeirão de Clyddno Eiddyn, um dos treze tesouros da Britânia, e encontra o objeto mágico.
Chega o dia da coroação de Mordred, e parece que tudo está se ajustando, mas ninguém percebe que os cristãos aumentam em número a cada dia. Artur cria a Irmandade da Britânia, selando a paz e enterrando aparentemente antigas desavenças.  Mas quando Mordred envia Artur, Derfel e seus homens em busca de Ligessac, um dos opositores do seu reinado, acontece o inesperado. Lancelot se une a Cerdic, o rei saxão, e, com o apoio dos cristãos, toma Dumnonia, pretendendo tornar-se Senhor da Britânia. Quando Artur e Derfel retornam, encontram Dumnonia sitiada. Dian, a filha mais nova de Derfel, é morta por um druida. Quando Artur invade o palácio do mar, onde supostamente Guinevere é mantida como prisioneira, descobre que na realidade, ela está do lado de Lancelot, conspirando contra o reino e traindo Artur. A descoberta da traição torna Artur um homem revoltado e violento, e ele mata todos no palácio e leva Guinevere e seu filho como prisioneiros. A conspiração começa a desmoronar, e quando Lancelot se recusa a enfrentar Derfel num duelo de homem para homem, seus guerreiros se rendem aos pés de Artur.

Crime e castigo

Autor: Fiódor M. Dostoiévski
Data: 1866
Editora: Círculo do livro (Brasil)
Pgs.: 570
Gênero: ficção
Assunto: assassinato premeditado

Como descrever o que senti ao ler a ultima palavra, ‘aqui’, de ‘Crime e castigo’? Talvez, me senti alguém extremamente abençoado e privilegiado, pois o é todo aquele que tiver a honra de ler este livro, dotado de uma linguagem acessível não só ao ‘filosofo’, ‘intelectual’, habituado às obras com a linguagem dostoiévskiana, mas à pessoa ‘comum’ que tiver um mínimo de perspicácia para se por a pensar nas questões mais profundas da vida humana.
Faltam-me palavras para descrever este livro... ainda estou embriagada pela profundidade de sua história, e quanto ela me tocou e me provou que minhas convicções morais estão absolutamente corretas. O crime nunca compensa...
Às vezes eu também me sinto um piolho. Para Raskolhnikov, o protagonista do livro, a velha usuraria (agiota. No caso do livro, refere-se à mulher que trabalhava com penhores), a quem Raskolhnikov recorria às vezes, para penhorar algumas jóias de pouco valor, não passava disso, um piolho. Uma velha viúva, parasita, avarenta, que maltratava a irmã mais nova, que não fazia bem algum a ninguém. Raskolhnikov é um erudito, por mais pobre que seja, e desenvolve a sua teoria. Baseado nela, o rapaz chega à conclusão de que pode matar a usurária, e seu crime será compensado pelo que poderá fazer com o dinheiro da velha: ajudar a mãe e a irmã, iniciar sua carreira de advogado, ajudar outras pessoas, como o amigo Razumíkhin, ou a família do bêbado Marmieládov. Assim, Raskolhnikov consuma seu crime. Mas nem tudo sai como planejado. Ele não contava com as várias camadas que formam o ser humano. Uma delas, a camada da culpa, manifesta-se na alma de Raskolhnikov. Doente, foge da policia, ao mesmo tempo em que se consome de medo. Ele é inteligente, e, como tal, sua cabeça não para de pensar. Assim, divide-se entre a certeza de que sua idéia é certa, e, ao mesmo tempo, a angústia. Afinal, aquele piolho, por pior que fosse, era um ser humano.
Dostoiéviski descreve com maestria os pensamentos de Raskolhnikov. Um espelho não teria feito melhor: você se sente dentro da mente do garoto. O desenvolvimento das personagens secundárias também torna-se fabuloso. A maneira de Dostoiévski narrar, em terceira pessoa, conferem amplitude e profundidade à história, sem pecar nem por uma nem por outra. A ausência do romance romântico, tão comum e ultrapassado na literatura brasileira do século XIX, mesmo na escola que se dizia realista, é um diferencial único e inigualável, que não impede que o amor esteja presente na obra, mas dá maneira não só correta como mais profunda e autentica. É o amor sublime, sem fantasias, encarando a realidade da maneira como ela é. Sem centrar sua história no amor, um clichê tão comum, Dostoiéviski põe o amor no centro do drama de Raskolhnikov. A única chance para ele é se agarrar ao amor. O epilogo também me chamou a atenção, narrado de uma maneira pouco usual, e justamente por isso exposto com uma clareza digna de mestres como Dostoiéviski.
O livro é perfeito. Sem tirar nem por nada. Uma narrativa rica, extremamente bem escrita, que deve ser apresentada à pessoas habituadas à leitura. A linguagem levemente rebuscada, a extensão da obra, e os parágrafos, as vezes de duas paginas, podem assustar jovens ou inexperientes leitores. Nada disso, no entanto, é desculpa para deixar de ler. Numa época de crepúsculos, brunas surfistinhas e coisas do gênero, saber que obras como Crime e Castigo continuam vivas é ter a certeza de que ainda existe respeito e se honra esta arte tão nobre e profunda chamada literatura.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel

Autor: J. R. R. Tolkien
Data: 1954
Editora: Allen e Unwin (1ª edição/ Londres)
Pgs.: 434 (versão brasileira)
Gênero: fantasia
Assunto: luta do bem contra o mal

A saga mais grandiosa e estafante da literatura mundial de todos os tempos começa com a festa de aniversario do hobbit Bilbo Begins, na qual ele decide partir do condado e deixar o grande fardo – o Um Anel, o anel do poder, o anel de todos os anéis, o anel onde está guardada a essência maligna do Senhor do Escuro, uma bisavó das horcruxes de Voldemort – nas mãos de Frodo Begins. Junto com Sam e Pippin – e depois também com Merry – Frodo parte para Valfenda, seguindo os conselhos de Gandalf. No caminho, em Bri, conhecem Passolargo, sem o qual possivelmente não conseguiriam cumprir sua jornada. Em Valfenda, a Sociedade do Anel ganha corpo e uma meta: Gandalf, o mago cinzento, Frodo, Sam, Merry e Pippin, os hobbits, Aragorn e Boromir, os humanos, e os representantes das raças inimigas entre si, anões e elfos, Gimli e Legolas, devem partir para Gondor, ao sul da terra Média, ultima parada antes da fortaleza do Senhor do Escuro, onde o mal domina e até os bons perdem sua pureza. Nas palavras de Elrond, o elfo: “A estrada deve ser percorrida, mas será muito difícil. E nem a força nem a sabedoria nos levarão muito longe, caminhando por ela. Essa busca deve ser empreendida pelos fracos com a mesma esperança dos fortes. Mas é sempre assim o curso dos fatos que movem as rodas do mundo: as mãos pequenas os realizam porque precisam, enquanto os olhos grandes estão voltados para outros lugares.”

O rei do inverno - por Marvin

O Rei do Inverno/ Bernard Cornwell; tradução de Alves Calado. – 16ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2009. 546p. Título original inglês: THE WINTER KING. ISBN 978-85-01-06114-0


Primeiro livro da trilogia “As Crônicas de Arthur”, escrita por Bernard Cornwell. Relata o nascimento de Mordred, neto do grande Rei Uther, o Pendragon da Britânia. Arthur, que nunca foi rei, mas sim filho bastardo de Uther e poderoso general da Britânia, surge para manter seu povo unido contra os saxões, e tornar-se, junto com Derfel (o narrador do livro) protetor do bebê Mordred. Quando o sonho de Arthur – de ver unida a Britânia – está tornando-se realidade, ele comete um grave erro, desistindo do casamento com Ceinwyn, filha do rei Gorfyddyd, trocando-a por Guinevere. Então surge uma grande guerra interna, pois Gorfyddyd jura a morte de Arthur, e o rei Gundleus, da Silúria, tenta matar Mordred para destruir o herdeiro do trono da Dumnonia. Com o druida Merlin desaparecido, o herdeiro do trono da Dumnonia ameaçado, e um poderoso rei caçando Arthur, a Britânia se vê distante do sonho de unir-se e derrotar os invasores saxões. Uma grande batalha deverá ser travada para que a unidade do Reino seja recuperada.
Neste livro de Cornwell, baseado em fatos e descobertas arqueológicas, e ambientado na Britânia do século V, você descobrirá muitos detalhes sobre Arthur, sua época, e personalidades marcantes em sua vida, como Merlin, Guinevere, Lancelot e Morgana. Boa leitura!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Anjos e demônios

Autor: Dan Brown
Data: 2000 (EUA)
Editora: Sextante
Pgs.: 461
Gênero: ficção
Assunto: igreja católica/ Illuminatti

Dan Brown é o que eu posso chamar de “mal necessário”. Suas historias parecem escritas em carbono, retocando apenas o nome dos personagens. E as vezes nem retoca. Volta e meia, lá está Robert Langdon e seu Mickey, amando ou odiando a igreja. Ainda assim, suas historias prendem de uma maneira inacreditável, talvez por provocar uma tremenda angústia no leitor, fruto dos climas sombrios dos livros. Em Anjos e Demônios, Robert Langdon é acordado no meio da noite pelo telefonema do apavorante Maximilian Kohler. Ignorando o telefonema, recebe, no dia seguinte, o fax com a fotografia de um cadáver tendo uma marca peculiar gravada a ferro quente no peito. Diante de tal visão, Langdon dá atenção ao problema de Kohler e parte para a Suíça. Dan Brown apresenta o mesmo esquema de sempre: varias subtramas desenvolvendo-se simultaneamente, o capanga matando todo mundo, o grande vilão sem rosto... e a mesma receita te prende sempre. Na Suíça, Langdon conhece Vitoria Vetra e seu trabalho com a anti-matéria. E é da Suíça que uma arma é roubada e levada para Roma, com o objetivo de levar a cidade do Vaticano. Langdon e Vitoria partem para Roma com a missão de impedir essa explosão. O final do livro, como em 90% da obra de Brown, e extremamente meloso e água com açúcar.

O menino do dedo verde

Autor: Maurice Druon Data: 1957 (França)
Editora: Livraria José Olympio
Pgs.: 149
Gênero: Infanto-juvenil
Assunto: infância

“Tistu é um nome esquisito, que a gente não acha em calendário algum, nem do nosso país nem dos outros. Não existe um São Tistu”. Esse é o primeiro parágrafo do livro que é feito para crianças, mas aqui recomendo a todos que leiam, com a idade que tiverem. Com uma linguagem tipicamente infantil, o autor escreve como se fosse uma criança, e descreve a vida do menino Tistu, filho de um empresário, o “Sr. Papai”, e de uma bem comportada dona de casa, a “Dona Mamãe”. Sua família rica reside na fictícia Mirapólvora. O pai de Tistu decide mandá-lo à escola, mas o garoto não se adapta. Então começa a ter lições com as mais variadas pessoas, como o jardineiro Bigode, com quem tem uma feliz descoberta, e o Sr. Trovões, alguém nada simpático. São nessas lições que Tistu aprende como o mundo, até mesmo numa historia infantil, é um lugar tão cheio de problemas e poderia ser tão melhor e tão mais feliz se as pessoas não fossem tão egoístas. Com o comportamento de Tistu, o autor nos leva a fazer reflexões sobre nossas próprias ações, e de maneira simples toca o coração de maneira avassaladora. No final, o leitor tem uma descoberta importante sobre Tistu.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O monge e o executivo

Autor: James C. Hunter

Data: 2004 (Brasil)

Editora: Sextante

Pgs.: 139

Gênero: auto-ajuda

Assunto: liderança

Foi com certa reticência que eu encarei este livro, há alguns meses atrás, afinal, livros de auto-ajuda não são obras que normalmente me agradam. John é um empresário americano que decide participar de um retiro espiritual num mosteiro, graças ao incentivo de sua esposa. Chegando lá, descobre que seu orientador seria Len Hoffman, um antigo militar e empresário famoso, que abandonara tudo para se tornar monge, adotando o nome de Simeão. Junto com mais cinco pessoas, de profissões e orientação espiritual distintas, John passa uma semana no monastério, tendo palestras com Len todos os dias. Simeão fala sobre liderança, das mudanças de paradigma na sociedade atual, utilizando, para isso, o conceito do amor agapé, citado por Jesus. Acredito que mais do que um livro de auto-ajuda, trata-se de um livro de analise psicológica dentro da administração – e é muito tênue a linha que separa a auto-ajuda da psicologia - , pois de maneira concreta e utilizando exemplos claros, com o referencial da administração, o autor mostra ao leitor, através de Simeão, uma nova maneira de ser líder, e aplicar essa maneira não só no trabalho, mas na família, na igreja, ou em qualquer momento da sua vida, e consigo mesmo.

Assassinato no Expresso do Oriente

Autora: Agatha Christie

Data: 1934 (UK)

Editora: Altaya

Pgs: 223

Gênero: Romance Policial

Assunto: assassinato

Não existe uma obra específica de Agatha Christie para iniciar a leitura de sua obra. Recomendo apenas que não se comece por “Cai o Pano”, é nesse livro que o detetive Hercule Poirot morre. Em “Assassinato do Expresso do Oriente”, o leitor se depara com o charme da Europa do início do século XX, assim como em vários outros livros de Agatha. Hercule Poirot é passageiro no Expresso do Oriente, um trem que corta a Europa. No meio de uma tempestade de neve, o trem se obriga a parar. Nesse ínterim, M. Rachet é assassinado. Apenas alguém dentro daquele vagão poderia ter assassinado o homem, entre eles, o próprio Poirot. Sem os artifícios científicos de CSI, Poirot colhe os depoimentos de todos os passageiros, e chega à duas soluções, a verdadeira, e a que é apresentada à polícia.